Pelotas 1935 é uma experiência que criei para permitir uma visita, pelo navegador, à reconstrução da Praça Coronel Pedro Osório e de seu entorno, no centro de Pelotas, no Rio Grande do Sul. Para construir esse lugar em três dimensões, as referências históricas precisaram participar das decisões desde o começo, não apenas ilustrar o resultado final.
O apoio veio de pesquisas e publicações existentes, fotografias antigas, cartões-postais, jornais e documentos. Consultei acervos como o do IBGE e trabalhos de pesquisadores sobre a praça, a arquitetura e a vida urbana de Pelotas. Não cheguei a conversar diretamente com um historiador durante a produção.
O problema dos caminhos
Uma das questões foi o desenho do jardim. Não conseguimos localizar uma planta original que resolvesse a configuração adotada no projeto. Os caminhos, então, precisaram ser reconstituídos pela comparação de fotografias aéreas.
Isso colocava pesquisa e construção no mesmo processo. Uma referência nova podia exigir a revisão de algo que já estava modelado. Não era uma etapa em que eu reunia as imagens, encerrava a pesquisa e só depois começava a produzir: as duas coisas continuavam se encontrando.
Encontrar uma fotografia nova podia mudar uma decisão que já tinha sido tomada sobre um prédio ou sobre o desenho da praça.
Das referências às fachadas
Esse cuidado também orientou as proporções e as fachadas do entorno. A experiência não apresenta somente o jardim isolado: os edifícios ajudam a reconhecer onde aquele espaço está e como ele se relaciona com o centro da cidade.

Usei ferramentas de inteligência artificial para auxiliar no cruzamento das referências e na organização das informações. Essa interação fazia parte da proposta do experimento, mas os resultados precisavam ser acompanhados e as decisões, revistas. A presença de uma ferramenta não eliminava as dúvidas do material consultado.
O que está documentado e o que foi interpretado
Procurei distinguir essas duas situações ao apresentar o projeto. Uma reconstrução pode aproximar o público de um lugar e despertar curiosidade sem afirmar que preencheu todas as lacunas de sua história.
Por isso, as referências estão disponíveis junto da experiência, e o projeto permanece aberto a contribuições e correções. Os trabalhos dos pesquisadores consultados sustentam essa construção e permitem que outras pessoas conheçam de onde vieram as informações.
Consulte as fontes e a apresentação de Pelotas 1935. Para entender também a construção técnica e a proposta da visita, leia como a praça virou uma experiência interativa.


